Início da produção do café

Este vídeo aborda o início da cultura do café, que se torna o principal produto econômico brasileiro durante o Período Regencial. Além da dificuldade na formação do mercado de trabalho livre e, rapidamente, sobre outros produtos que o Brasil exportava, como o açúcar.

Principal produto brasileiro

  • Inicialmente, o café era cultivado no Norte do país
  • Na Independência, o café é um produto promissor
  • Na Abdicação, já é um produto importante
  • Na coroação de dom Pedro II, o Brasil é o maior produtor mundial
  • Os Estados Unidos eram os maiores consumidores do nosso produto, depois os países europeus

Maior dinamismo

  • O café tinha um modelo produtivo similar ao da cana-de-açúcar, com latifúndio, monocultura e escravidão
  • Demorava entre quatro e seis anos para começar a gerar receita
  • O investimento inicial não era baixo
  • As técnicas agrícolas eram de baixa produtividade e não aproveitavam bem o solo

O café muda o país

  • Com o novo produto, a elite agrária é renovada, em associação com a mais antiga
  • Não era difícil conseguir terras, mas se precisava de poder para mantê-las
  • A cultura do café muda o eixo econômico do Norte para o Sul do país
  • Antes das estradas de ferro, o produto era transportado por tropeiros escravos até o porto do Rio de Janeiro
  • A mesma comitiva voltava para a fazenda trazendo tudo que ela necessitasse
  • Quem fazia a intermediação entre a fazenda e o mundo exterior era o comissário, que ficava na cidade

O café muda São Paulo

  • São Paulo não era uma província economicamente importante antes do café
  • São Paulo conseguiu se desenvolver na segunda metade do século XIX porque sua elite conseguiu se organizar para construir ferrovias e trazer imigrantes
  • O crescimento da província é rápido
  • O financiamento das estradas se fez com a cobrança de pedágio (barreira)
  • Houve muita disputa para definir os traçados das estradas, que poderiam valorizar ou depreciar as terras

Falta de mão-de-obra

  • Quase não havia mercado de trabalho livre no Brasil
  • Os brancos pobres tinham uma relação clientelista com os proprietários rurais
  • O Estado precisou obrigar os fazendeiros a cederem parte de seus escravos para a construção das estradas
  • Os imigrantes europeus não aceitaram as péssimas condições de trabalho e se revoltaram

Outros produtos

  • A primeira metade de século XIX foi economicamente fraca para o Brasil
  • No caso do açúcar, os concorrentes do Brasil estavam dando saltos tecnológicos, que não foram seguidos por aqui

Referências bibliográficas

  • Dolhnikoff, Miriam. O pacto imperial: origens do federalismo no Brasil do século XIX. São Paulo: Globo, 2005.
  • Escosteguy Filho, João Carlos (org.). História do Brasil II. V. 1. Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2011.
  • Faoro, Raymundo. Os Donos do Poder: Formação do patronado político brasileiro. 3ª edição, revista. Globo, 2001.
  • Fausto, Boris. História do Brasil. 2ª ed. São Paulo: Edusp, 1995.
  • Joffily, Bernardo. IstoÉ Brasil 500 anos. Atlas Histórico. São Paulo: Editora Três, 1998.

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