Liberais vs Conservadores

Neste vídeo concluiremos a série sobre o Período Regencial. Falaremos principalmente sobre a formação dos grupos liberais e conservadores ao longo do período, seus distanciamentos e aproximações, dentro do contexto nacional e mundial em que o Brasil estava inserido.

Resumo sobre o início do século XIX

  • A vinda da Corte para o Rio de Janeiro tornou a cidade o centro do império português
  • Ao permanecer no Brasil, dom Pedro I protagoniza nossa independência
  • Depois de expulsar os últimos soldados leais à Portugal, começou a parte mais difícil, que era criar um país
  • A relação entre o imperador e a elite local se tornou desconfortável após a dissolução da Assembleia Constituinte
  • A elite local finalmente ganha autonomia para decidir os rumos do país
  • As décadas de 1830 e 1840 foram conturbadas por que as elites, e em alguns momentos o povo, estavam em conflito

Conservadores e liberais

  • Os conservadores eram os grandes funcionários públicos, proprietários e comerciantes
  • Era a elite mais tradicional e que não desejava perder privilégios
  • Os liberais eram artesãos, profissionais liberais, baixo clero e proprietários menos tradicionais
  • Faziam parte da elite, embora não tivessem o prestígio da elite tradicional, e eram mais entusiasmados em promover mudanças no país

Liberais paulistas

  • Vergueiro e Feijó eram contrários a um Estado forte e centralizado
  • Porém, não queriam abrir mão de receber benefícios do mesmo Estado
  • A modernidade que defendiam era em tese, na prática se beneficiaram da escravidão e da concentração de terras

Liberalismo econômico

  • Para os liberais, todos sairiam ganhando se produzissem apenas o que teriam vantagem competitiva
  • Este discurso, e prática, acaba aprofundando as desigualdades entre os países
  • A industrialização mais consistente ocorreu apenas durante o período do governo do presidente Getúlio Vargas
  • Os Estados Unidos protegeram sua indústria e se desenvolveram ao longo do século XIX

Saquaremas e Luzias

  • Quando os liberais assumiram o governo, não mudaram as leis que combatiam quando eram oposição
  • Os liberais realmente lutaram para descentralizar o poder, inclusive muitas revoltas ocorreram por causa disso
  • Mas o ímpeto foi diminuindo ao longo do Segundo Reinado
  • Os conservadores eram chamados de saquaremas
  • E os liberais de luzias
  • Os liberais e conservadores realmente tinham muitas semelhanças
  • Porém, os liberais defendiam ideias que, se tivessem sido bem-sucedidas, não teriam tornado o Brasil um país tão desigual

Centralização vs. Federalismo

  • Mesmo aqueles que desejavam reformas mais profundas, com o tempo, recuaram a fim de não perderem seus privilégios
  • Apesar da concentração de poder no Governo Central, houve a oportunidade das elites regionais participarem das decisões e defenderem seus interesses
  • As revoltas populares foram duramente reprimidas e as da elite acabam em acordos

Referências bibliográficas

  • Dolhnikoff, Miriam. O pacto imperial: origens do federalismo no Brasil do século XIX. São Paulo: Globo, 2005.
  • Fausto, Boris. História do Brasil. 2ª ed. São Paulo: Edusp, 1995.
  • Joffily, Bernardo. IstoÉ Brasil 500 anos. Atlas Histórico. São Paulo: Editora Três, 1998.
  • Saba, Roberto Nicolas Puzzo Ferreira. As Vozes da Nação: a atividade peticionaria e a política do início do Segundo Reinado. Tese de mestrado em História Social, USP, sob orientação da profª drª Miriam Dolhnikoff. São Paulo, 2010.
  • Skidmore, Thomas E. Brazil: five centuries of change. New York: Oxford, 1999.
  • Thomaz, Daniel Mandur. Sob a regência do medo: imprensa, o poder e rebelião escrava na Corte Imperial, 1835. Dissertação (mestrado) – UERJ, IFCH, 2009. Orientadora: Marilene Rosa Nogueira da Silva.

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