Os ingleses e o fim do tráfico de escravos

Este vídeo é o primeiro a abordar a escravidão, um dos assuntos mais importantes da história do Brasil, e que até hoje nos ajuda a entender nossa sociedade. Como esta é uma série de vídeos sobre o Período Regencial, evidentemente será um recorte do assunto, a fim de evidenciar de que forma ele se relaciona a esta década em particular. Aqui será tratada a pressão inglesa para que encerrássemos o tráfico e a escravidão no país.

Os interesses ingleses

  • A escravidão torna-se um problema no relacionamento com os ingleses
  • Com a Revolução Industrial, a escravidão torna-se contrária aos interesses ingleses
  • Ao longo da primeira metade do século XIX, as leis inglesas vão se tornando mais duras em relação à escravidão
  • Características da mão-de-obra no sistema capitalista:
    • Liberdade para contratar e demitir
    • O empregador paga salário ao empregado
    • O salário é determinado pelo mercado, de forma impessoal
    • A condição de vida dos operários ingleses no século XIX era péssima

Satélite inglês

  • No contexto das guerras napoleônicas, Portugal torna-se dependente da proteção dos ingleses
  • Dom João promete aos ingleses leis dificultando o tráfico e a escravidão
  • Com a lei Bill Aberdeen, os ingleses começam a perseguir e apreender navios negreiros no Atlântico

“Para inglês ver”

  • As elites portuguesas e brasileiras tentaram ao máximo postergar o fim da escravidão
  • A partir de 1831, torna-se formalmente proibido o tráfico de escravos
  • O tráfico inclusive aumenta depois da lei
  • Além dos agricultores, os comerciantes e o próprio Estado se beneficiavam

Surge o café

  • Muitos dos juízes de paz também eram proprietários de escravos
  • A lei “não pega”
  • Com o início do sucesso do café, a demanda por escravos aumentou no Sudeste
  • A nova elite cafeicultora iria se organizar para retardar ao máximo o fim da escravidão

Referências bibliográficas

  • Costa, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6ª ed. São Paulo: UNESP, 1999.
  • Fausto, Boris. História do Brasil. 2ª ed. São Paulo: Edusp, 1995.
  • Joffily, Bernardo. IstoÉ Brasil 500 anos. Atlas Histórico. São Paulo: Editora Três, 1998.
  • Schwarcz, Lilia Moritz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
  • Tapajós, Vicente. História do Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1952.
  • Thomaz, Daniel Mandur. Sob a regência do medo: imprensa, o poder e rebelião escrava na Corte Imperial, 1835. Dissertação (mestrado) – UERJ, IFCH, 2009. Orientadora: Marilene Rosa Nogueira da Silva.

Imagens

 

 

Deixe uma resposta