Reação dos liberais (1840-1842)

Este vídeo trata da reação dos liberais, depois que os conservadores anularam parte das mudanças feitas ao longo do Período Regencial. Ocorrem conflitos eleitorais, parlamentares e militares, inclusive estouram duas revoluções, em São Paulo e Minas Gerais. Ambas derrotadas pela ação do duque de Caxias.

Golpe da Maioridade

  • Os liberais criam uma campanha para antecipar a coroação de dom Pedro II
  • José de Alencar (pai) e Antônio Carlos de Andrada eram líderes do movimento
  • Eram contrários ao “Regresso”
  • Em maio, o Senado não aceita a antecipação, por dois votos
  • Porém, em julho a Câmara declara o imperador maior de idade
  • Os liberais assumem o governo, o chamado “Gabinete Maiorista”

Conflitos entre liberais e conservadores

  • Em 1840 ocorrem as “Eleições do Cacete”, onde os liberais são acusados de promoverem fraudes e violências
  • No governo, ajustam o Estado aos seus interesses
  • Os conservadores denunciam as arbitrariedades e o imperador dissolve a Câmara em 1841
  • As eleições não eram tranquilas na maior parte do mundo onde elas ocorriam
  • Os liberais paulistas e mineiros queriam a queda do gabinete conservador
  • Eles pegam em armas, seguindo o exemplo dos gaúchos

São Paulo

  • Rafael Tobias de Aguiar organiza um pequeno exército para tirar do poder o presidente da província
  • Ele e o padre Feijó exaltam o “orgulho paulista”
  • Feijó diz ao imperador e ao Congresso que a província iria se separar, caso suas demandas não fossem atendidas
  • Barão de Caxias derrota os rebeldes e ocupa Sorocaba, onde estavam sediados
  • O Exército regular derrota a Guarda Nacional, organizada pelos paulistas

Paulistas derrotados

  • Os líderes do movimento são presos
  • Feijó morre em 1843 e é enterrado como um herói

Minas Gerais

  • Sem saber que os paulistas haviam sido derrotados, os mineiros proclamam um novo presidente para a província
  • O barão de Caxias, depois de derrotar os paulistas, chega e derrota os mineiros em Santa Luzia
  • Os rebeldes não são massacrados, pois eram da elite
  • Os liberais mineiros passam a ser conhecidos como “luzias”

Resultado das revoltas

  • 200 pessoas morrem em São Paulo e Minas
  • E os rebeldes são anistiados
  • Caxias ganha o título de duque
  • A elite proprietária não adere aos movimentos, pois temiam a desorganização da produção
  • As elites paulistas e mineiras não conseguem se articular

Referências bibliográficas

  • Dolhnikoff, Miriam. Império e governo representativo: uma leitura. CADERNO CRH, Salvador, v. 21, n. 52, p. 13-23, Jan./Abr. 2008.
  • Dolhnikoff, Miriam. O pacto imperial: origens do federalismo no Brasil do século XIX. São Paulo: Globo, 2005.
  • Escosteguy Filho, João Carlos (org.). História do Brasil II. V. 1. Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2011.
  • Fausto, Boris. História do Brasil. 2ª ed. São Paulo: Edusp, 1995.
  • Joffily, Bernardo. IstoÉ Brasil 500 anos. Atlas Histórico. São Paulo: Editora Três, 1998.
  • Saba, Roberto Nicolas Puzzo Ferreira. As Vozes da Nação: a atividade peticionaria e a política do início do Segundo Reinado. Tese de mestrado em História Social, USP, sob orientação da profª drª Miriam Dolhnikoff. São Paulo, 2010.

Imagens

 

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